quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Primeiros traços

Nada como as primeiras linhas tortas pelas quais o futuro arquiteto desdobra e expõe a realidade à sua maneira.
  No meu caso foram linhas bem tímidas, de quem ainda está engatinhando sobre o traçado em preto e branco, um croqui do Museu de Arte da Pampulha, antigo cassino de luxo projetado por Oscar Niemeyer na década de 40.
   Os professores expuseram várias faces do cassino que estão muito além do concreto. Cada janela, pilastra, escada tem um propósito certo nesse cassino, onde a "high society" de Belo Horizonte chega em carros e ternos de luxo, e que certamente quer um local não menos glamouroso para passar a noite jogando e fumando charutos. Sob esse aspecto o local certamente atende ao seu propósito, desde sua entrada que é feita por um trecho longo de subida, que permite a todos verem quem está chegando ao cassino, no entanto, quando se entra no local, a parte externa se torna trivial diante de toda uma parede de espelhos cor de cobre, rampas imponentes, e todas os detalhes que fazem parte do ex-cassino, como seu auditório circular, antro de todo requinte da construção.
  Nesse primeiro croqui foi retratada a fachada do atual museu, a partir da parte baixa de sua entrada.

                               

  No segundo croqui foi desenhada a parte de trás do museu, que explora bastante as curvas em contraposiçao a trama vertical imposta pelos vidros.
   



 


Nenhum comentário:

Postar um comentário